Disfarça, quando me deres um beijo. Disfarça, se não é em mim que o estás a dar. Disfarça, o teu ímpeto por carinho. Disfarça, se não é de mim que o queres ter. Disfarça, (...)
Que te levou a dares-me o braço enquanto caminhávamos? Não, não me estou a queixar... Soube-me bem voltar ao passado. Mas... que me levou a dar-te o braço enquanto caminhávamos? Tenho receio daquilo que aceitaste... ...não sei se foi isso que eu te dei.
Não foste capaz de não o fazer. Mesmo depois de te pedir que o fizesses. Não percebeste o grito de desespero? Querias mesmo! Querias. E quando te aproximaste... Tresandavas a outro cuspe. Sempre soube que serias tu própria. Mea Culpa.
Sinto um terrível vazio no meu peito. Estou preso ao telefone, à espera... ...dos parcos segundos da tua voz num desejado telefonema. Não me faças isto... Não me faças isto... Por favor, engana-me! Liga-me! Liga-me! Vou implodir de tão vazio.
Será possível? Esquecer-te... e... ... apaixonar-me de novo? Não. Mas... chegamos ao fim...! Porque não? Tem que ser...! (Será...?) Tu seguirás o teu caminho... E eu? Ficarei preso, para sempre, às memórias com que me abandonaste.
Sei que não sentes a minha falta, em momento algum. Nem quando estás perto de mim. Esqueces-me enquanto estão, os dois. Começo a interiorizar que morremos... ...e sei que me estás a mentir. Como se apagam 9 anos num par de meses? Tu já sabes... ensinas-me?
Não é fácil aguentar-te a meu lado quando a distância nos separa. Anseio sempre por uma palavra, por um carinho, por um beijo. Anseio que me devores, como no outro dia. Mas não peças desculpa no fim. Apesar de tudo, (...)
Há sempre uma primeira vez para tudo. Mas não estava preparado. Foi difícil adormecer sem ti, foi o minuto mais longo que conheci. O acordar constante das dores de coração... e da sensação de vazio. Sinto-me irreconhecível. Não consigo pensar. Não consigo comer. Não consigo esperar. Estou completamente só, sem ninguém para desabafar. Desabafo contigo.
Tão perto e tão longe. Qual é o caminho mais curto para o teu coração? Pedes-me um tempo. Tempo não me falta agora, no ínicio do fim da minha vida. Continuo, à espera, do tempo.
A minha vida estava em queda. E ainda assim continuaste, uma vez mais, a destruir os alicerces. Mal me equilibro neste suporte (queres mesmo que caia?) Retira mais uma pedra, tu consegues. Perde-nos para sempre.
Acreditei em ti, no esforço, na mudança que prometeste. Mas os factos ditaram novas mentiras. Outra vez? E, outra vez, nada farei. Até quando vou aguentar que me pises? Até sempre.
Não vai passar. Porquê, mas porquê foi isto acontecer comigo? Como recupero da tua traição? Não te quero perder! Porquê, mas porquê precisaste dos beijos de outro? A minha vida desmorona-se perante ti, serena. Farás alguma coisa para nos salvar?
Não sei o que procuravas... mas encontraste o fim da perfeição. E eu estava aqui, sem poder acenar. Precisava das mãos para segurar nos meus pedaços. Olhaste para mim, mas não me encontrei nos teus olhos. Cruel possibilidade, aceitar a vida que me deste. Cruel certeza.
Começa, não sei bem o quê, nem como. Uma nova fase da minha vida, sim. Será possível recomeçar? Naufragado na ilha da dor sem meio de regresso. Quem me salva? Oh, quem?... Tu? Pudeste um dia salvar-me! Mas essa não era a minha mão... Que engano, essa jura de amor eterno...