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18 fevereiro, 2006

O fim

Meu caro blog.
Acho que cumpriste o teu propósito.
Enquanto espaço de vómitos irregulares das merdas que tinha na cabeça,
Funcionaste muito bem.
Ainda bem que ninguém te lê.
Porque nunca te dei a ler a ninguém, foste sempre e apenas meu.
Agora que me levanto, aos poucos, do lamaçal da minha vida,
Sinto que não posso perder mais tempo contigo. Não leves a mal.
É que aquelas diarreias cerebrais que tão fluidamente saíam, já não o saem mais.
Falta-me a motivação.
E ainda bem.
Não queria essa motivação.
Espero que nunca a torne a conhecer.
E não desejo tão má fortuna a ninguém.
A ferida permanece, mas abriu uma nova porta na minha vida.
Por isso, estou grato.
Não por ter sido enganado, mas por ter acordado para o que tinha.
Mas, aprendi a tentar não dizer nunca.
E não digo que nunca te escreverei novamente.
Sò espero, não ter mais que o fazer nesta vida.
Sê feliz.
Eu estou a tentar, uma vez mais.

19 setembro, 2005

Suiças

Dei comigo a olhar para o espelho, mas não te vi.
Reparei contudo nas minhas suiças...
Tenho de as aparar.
Não admira que ninguém me leve a sério.

15 setembro, 2005

Inocente merda

A minha capacidade de fazer merda está a aumentar.
Sem querer, sem pensar, sem nada...
Há sempre qualquer coisa para estragar, quando estamos melhor.
Parece inevitável.
Mas juro que é sem querer... procuro brincadeiras inocentes,
de outros tempos, que teimam em não voltar.
Mas, o problema pode afinal não estar em mim.
Podes ser tu, arrependida disfarçada, que no teu disfarce me critiques...
Por inocências, com que brincávamos no passado.
Eu espero... mais um pouco.